terça-feira, 26 de junho de 2012

A qualidade do sono





Hoje em dia é muito comum pessoas com queixas de de irritação ou mau-humor sem um motivo aparente, sente cansaço físico e mental, indisposição e estresse, alem de uma dificuldade em manter a atenção e o raciocínio parece "falhar". Pois é, o que muita gente esquece é uma das coisas que mais pode causar esses sintomas: a qualidade do sono. De fato, quando não se dorme direito, o corpo e a mente não descansam, de forma especial o Sistema Nervoso Central, o que que provoca essa irritabilidade, diminuição da atenção e capacidade de processar informações consequentemente. mas, enfim, o que é o sono?

O sono é um estado especial da consciência que se alterna com o estado de vigília (estar acordado). É uma alteração do estado de consciência natural e necessário para o organismo e para o equilíbrio psíquico - a falta de noites bem dormidas pode gerar distúrbios psíquicos.

Alguns problemas relacionados ao sono são os chamados Parassonias, entre elas estão o bruxismo (ranger os dentes, pode ocasionar dor de cabeça e no maxilar), a insônia, o sonambulismo e a sonolalia (falar durante o sono). Geralmente esses problemas tem origem de ordem psíquica e são resultado de uma dificuldade do indivíduo em relaxar durante o sono. Os músculos continuam tensionados, o córtex cerebral (principal responsável pelo estado de consciência) está em atividade semelhante ou até superior do que quando está acordado, de uma forma simples, o indivíduo não se "desliga por completo para o repouso necessário" ao contrário, a atividade continua a mesma, ou seja, o indivíduo não descaça o necessário para reabastecer as energias e no dia seguinte sente-se cansado, irritado etc. Algumas pessoas já tornaram essa situação uma rotina. O que acontece muitas vezes, é que o indivíduo tem uma dificuldade em organizar seus pensamentos e sua ansiedade. Acaba se tornando um circulo prejudicial e que parece não ter fim: a má qualidade do sono provoca estresse que, por sua vez, contribui para a má qualidade do sono e assim por diante, um problema alimentando o outro e a pessoa tem pensamentos do tipo: "é assim mesmo" e aceita essa situação. É sempre bom relembrar que nesses casos uma ajuda profissional sempre é importante e sempre é possível a mudança, basta a pessoa querer sair da situação desconfortável.
Outros problemas relacionados ao sono estão relacionados a alteração no funcionamento de alguns Sistemas como o Sistema Respiratório e o Sistema Digestório. Há um sobrecarregamento do Sistema Respiratório e por isso, que tem já algum problema respiratório sofre mais durante o sono sofre mais durante o sono, pois acaba exigindo mais do seus organismo, principalmente do tórax, alem de apresentar mais intensamente sintomas como tosse e apnéia (parada respiratória). Outro fator comum durante o sono é o ronco que pode ser causado por obesidade (pois há uma pressão maior sobre o tórax durante o sono), o fumar, problemas respiratórios e bebida alcoólica (pois relaxa os músculos, inclusive o tórax) e o estresse, pois se os músculos não relaxam nem durante o sono, gera um cansaço muscular. Se o tórax não funciona direito, o ronco é um sinal. Há, também, uma diminuição no funcionamento do Sistema Digestório. Logo que escurece, o corpo, programado geneticamente, entende que é hora do descanso e diminui o funcionamento do Sistema Digestório, tornando o processo digestivo mais lento, fator que contribui para o ganho de gordura. Contudo, esses problemas e alterações podem também contribuir para uma má qualidade do sono e, por consequência, uma má disposição física e mental para o dia-a-dia. O que fazer?


Bom, sempre a melhor opção é a procura de um bom profissional para auxiliar nesta melhora. Todos esses fatores que afetam o sono tem uma dimensão, senão sua origem na ordem psíquica, o que torna um acompanhamento por um psicólogo uma ajuda necessária para melhorar o sono. As causas podem ser desde questões inconscientes até uma dificuldade em organizar e processar informações e pensamentos, o que aumenta a ansiedade e a dificuldade em voltar do estado de estresse para o estado normal e relaxar para o sono adequado. Sempre é bom passar por psicoterapia e não existe risco de efeitos colaterais. Antes de mais nada, é importante a pessoa entender que o primeiro passo deve ser dado por ela mesma de buscar ajuda e acreditar, de alguma forma, que precisa e pode sair dessa situação. O ser humano pode tanto quanto acredita que pode. O sono adequado é necessário e para quem tem dificuldade para ter uma boa noite de sono a dica foi dada. Que todos que leram esta postagem possam ter uma boa noite de sono e que seu organismo descanse o necessário para um dia melhor amanhã!

Referências:
DAVIDOFF, L. Introdução a Psicologia. São Paulo: Pearsons Education, 2001
DELGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000
PSIQUEWEB. Estresse: Fisiologia. Disponível em <
http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=23>. Acesso em 26 jun. 2012
PSIQUEWEB. Transtorno do sono no idoso. Disponível em <http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=122>. Acesso em 26 jun. 2012.

 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Porque temos tanto medo da morte?



Afinal, o que vem ser a morte? A morte é parte da vida. Aliás, é definida como o fim da vida, ou o vim da vida daquele ser. A morte é o fim de todo um processo que envolve etapas, desde o nascimento, até o crescimento, desenvolvimento, a produção atravez do trabalho, a proliferação da espécie, envelhecimento e, por fim, a morte - que não necessariamente vem depois desse processo todo. A morte é um fenômeno repentino, apesar de sabermos que sempre vem a todos nós, nunca sabemos quando, a menos que sejamos nós mesmos os autores da nossa própria morte como ocorrem em alguns casos. Enfim, a morte faz parte da vida, é um processo natural e todos estamos sujeitos a ela. Contudo, porque hoje se tem tanto medo da morte?

Segundo Freud, todos temos um desejo ou uma tendência natural, não só orgânica, mas psicológica para a morte, um desejo ou uma tendência a inércia ou a não existência ou, ainda, ao momento antes da existência. Mas, ao mesmo tempo, temos além de um instinto básico natural para a sobrevivência, temos um desejo ou uma tendência para a vida que, normalmente, se sobrepõem ao desejo de morte. Ou seja, apesar da morte ser um processo natural para todo ser humano não só orgânica, mas psíquicamente, a pulsão de vida, ou tendência ou desejo para a vida é mais forte. A não ser em alguns casos, tema que merece um outro texto num outro memomento.
O Transtorno ansioso de pânico, caracterizado pelos sintomas que comportam a ocorrência brutal de palpitação e dores torácicas sensações de asfixia, tonturase sentimentos de irrealidade. Geralmente é acompanhado pelo medo de morte, perda do controle ou de loucura, segundo o CID 10.
O ataque de pânico, de forma simplificada, é o medo do medo ou medo da morte. Transtorno este, cada vez mais frequente em nossa sociedade. Ainda, há o fato de que geralmente esse transtorno vem acompanhado de outros como a depressão ou transtorno obsessivo-compulsivo. De fato, este é uma forma de medo da morte que há necessidade de ajuda profissional em conjunto do psicólogo e do psiquiatra.


Mas, não só quem tem transtorno de pânico tem medo da morte. Uma pessoa que tem dificuldade em lidar com a perda de pessoas queridas, com o desapego das pessoas tem muita dificuldade em lidar com a morte de pessoas próximas. Tem uma dificuldade muito grande de aceitação deste fato, por diversos motivos. O processo de elaboração da morte, dependendo de cada indivíduo, não é um processo fácil. Porém, como toda informação e todo fato, o normal é o ser humano se adaptar a situação e prosseguir com a vida. Mas, muitas pessoas travam neste momento. Ficam presas a essas lembranças dolorosas, não conseguem se "despedir" da pessoa querida que partiu e não consegue seguir em frente com a própria vida também. O processamento de informação de cada pessoa funciona de uma forma diferente, mas em alguns casos é necessário a ajuda de um profissional de psicologia para melhor se adaptar a esta situação.

Há, além disso, uma questão cultural do nosso tempo da exaltação da vida, do "viver hoje sem pensar no amanhã", da valorização dos prazeres vividos de forma exacerbada e da exaltação da juventude ou do "ser jovem". É um "culto" a vida jovem e, ao mesmo tempo, uma aversão a morte. Muitos tem medo em lidar com a morte exatamente por fazer lembrar de que um dia também morrerão e não podem, sequer, pensar nisso.

Em culturas anteriores a nossa, por muitos anos, pensar ou meditar na morte era comum. Muitos pensadores, religiosos de diversos segmentos ou crenças fizeram reflexões sobre a morte de forma biológica ou simbólica. Sobre a morte do corpo e morte da alma, como uma morte pior que a do corpo.


Contudo, a morte é um fato que, independente da cultura, da fé, dos transtornos existe e muitos, hoje, tem dificuldade em lidar com ela. Muitas vezes é necessário a busca de uma ajuda profissional para conseguir lidar com ela, ou a busca de uma crença religiosa ou espiritual que ajude a confortar e a superar essa perda e esses medos da morte. A morte faz parte da vida, mas o desejo de vida deve ser maior, quem tem dificuldade em lidar com a morte pense que sua vontade de viver é maior e se realmente precisar de ajuda, não hesite em buscar. Buscar a vida e lutar pela vida, esse é o instinto natural de todo ser humano.
 
Referências:

FREUD, S. (1920). Além do Princípio de Prazer. In: FREUD, S. Escritos sobre a psicologia do inconsciente. v. 2. Rio de Janeiro: Imago, 2006, p. 123-198.

Beck, J. Terapia cognitiva: teoria e prática.Porto Alegre: ArtMed, 2007.

RUDGE, A. Pulsão de morte como efeito de supereu. Revista Ágora, Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p 79-89, 2006

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O que é o "Adultecente"? - uma breve reflexão

Cada vez é mais frequente um adulto de cerca de 30 anos que pensa, age e vive como adolescente. Os chamados "adultecentes", muitos sem emprego ou perspectiva de futuro, continuam agindo como adolescentes, dependentes dos pais, não criam vínculos amorosos duradouros e não pensam em crescer profissionalmente. O que leva alguem a optar por não se tornar adulto?
Esses chamados adultecentes, se vestem como adolescentes, tem relacionamentos com padrões semelhante ao de adolescentes: sem compromisso, se concentram mais em diversões, muitas vezes solitárias. Aqueles que tem filhos adolescentes acabam, ao invez de exerceram sua função de mãe ou pai, se tornando "amiguinho" ou tentando ser amigos dos filhos, quando não, acabam "rivalizando" com os filhos, disputando atenção, conquistas e até "jogos de playstation". O que acontece é que muitas vezes os avós acabam assumindo a função de "criar" e "educar" os filhos desses chamados adultecentes.
Mas, o que leva um adulto a ter esse tipo de pensamento ou comportamento considerados mais comuns a adolescentes? Qual o propósito da postergação de assumir a condição de adulto com responsabilidades e propósitos próprios da idade adulta? Será que essas ocorrências cada vez mais frequentes é também consequência da tendência da nossa cultura ao "culto da juventude"? Afinal, cada vez mais se valoriza o "ser jovem": curtir sem se responsabilizar por seus atos, buscar uma independência sem ser necessariamente independente dos pais, contudo, a adolescência também é a fase da construção da identidade, no qual o adolescente está definindo que "eu sou": o adolescente está definindo que ele de fato é, sua identidade como pessoa já separada dos pais e, ao mesmo tempo, produto da cultura e da genética herdada dos pais.
A vida do ser humano é um processo que, de certa forma, passa por etapas como infância, adolescência, adulto jovem, adulto maduro e a idade avançada. O ser humano tende a evoluir, superar etapas e crescer. Tem a habilidade de se adaptar e "crescer". Porém, nesses casos em que o fim da adolescência é postergado a pessoa paralisa numa mesma etapa e não avança, independente do motivo.

Cada indivíduo é responsável por suas escolhas e se na forma em que vive é feliz que problema há? Contudo, cada vez aumenta mais a frequência de pessoas com essas características, enfim como uma pessoa que não superou a fase da adolescência pode assumir uma responsabilidade necessária para ser mãe ou pai? E quanto a vivenciar um relacionamento duradouro? E quanto a se comprometer num emprego por muito tempo? Com o tempo, qual a chance de uma pessoa com essas características acabar solitária e com tendências depressivas?
A supervalorização da adolescência, da juventude e da beleza tem influenciado muito as pessoas: antecipando a inserção na fase da adoloescência e postergando o seu final. Pessoas tem adiado a sua maturação , a sua vida adulta. Até onde essa supervalorização pode influenciar negativamente as pessoas e a será que há necessidade de um auxílio profissional psicológico a pessoa que não consegue deixar de ser adolescente ou que tenta se inserir na vida adulta, mas encontre dificuldades, continua dependente dos pais ou do parceiro, não consegue se enxergar como pai ou mãe e sente-se frustrado, como se não conseguisse superar uma etapa que precisa ser superada: a maturação para a vida adulta?
 
 

 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sexualidade e adolescência: como orientar de forma adequada?



Quando se fala em orientação sexual para adolescentes e pré-adolescentes, já se imagina a orientação de métodos aticoncepcionais e doenças sexualmente transmissíveis. Vê-se muitos trabalhos envolvendo os dois assuntos em escolas. Porém, será o suficiente para se trabalhar um tema tão amplo como a sexualidade com um grupo que está descobrindo o desejo sexual, mas não tem informações seguras sobre o que fazer com essa energia nova que o impulsiona?

A adolescência é marcada por diversas mudanças no indivíduos, como bem sabemos, desde as mudanças físicas: aumento de pelos, engrossamento da voz nos meninos, quadril arredondado e aumento dos seios nas meninas, entre outros fatores como a primeira ejaculação e a primeira menstruação, mudanças biológicas. Bom, junto com essas mudanças físicas, surge o desejo e o interesse sexual, sendo novidade para a pessoa em questão. Não que já não tenha ouvido falar, pois nossos adolescentes hoje são mais informados sobre tudo, mas novidade como experiência pessoal daquele adolescente em questão.
Outros fatores típicos dessa fase é o confronto com os pais, o desenvolvimento da inteligência abstrata, ou seja, começam a questionar a autoridade dos pais e a sociedade em sim. Começa a desenvolver uma ruptura com a sua dependência dos pais ao mesmo tempo que ainda está desenvolvendo sua identidade. Muitas vezes a inserção em grupos formados por adolescentes de diversos segmentos é comum, como também é comum o isolamento. É comum, ainda, o adolescente que se sente "confuso" sobre quem é, quem está se tornando e sobre quem será ou o que fará no futuro.
Dentro deste contexto que a sexualidade surge e é experimentada, na grande maioria das vezes, sem uma orientação adequada. O máximo que é feito é uma orientação sexual dentro dos moldes comentados no início do texto: orientação de métodos aticoncepcionais e doenças sexualmente transmissíveis. Mas, como auxiliar o adolescente a lidar com essa energia? Com essas novas descobertas que vão alem do ato sexual? A sexualidade não é mais que o ato sexual em si? Essa fase também é marcada pela busca de uma identidade, inclusive, a identidade sexual que, como pessoa única que é lida com sua sexualidade de forma única também. Pois se cada ser humano é um ser único, cada ser humano lida de uma forma diferente coma sexualidade de acordo com seu organismo e sua personalidade.
E quanto a questão do "tabu do sexo na família"? É fato que muitos pais ainda tem dificuldade em falar sobre esse assunto com os filhos e que acabam por deixando para a escola ou profissionais da saúde a função de orientar sobre essa nova fase, o que acaba muitas vezes dando errado, pois os adolescentes buscam conselhos de amigos, que muitas vezes também não tiveram uma orientação adequada e resulta no que nos é relatado pelas estatísticas: uma grande número de adolescentes grávidas, um número grande de abortos, um número grande de adolescentes com doenças sexualmente transmissíveis e além disso, muitos adolescentes que perdem sua adolescência antes mesmo de iniciá-la por não ter tido uma orientação adequada.
Muitos adolescentes iniciam uma vida sexual por pressão de amigos e/ou namorados, ou seja, apesar da curiosidade e do desejo, acabam iniciando essa experiência de forma que não é a que traz o melhor retorno prazeroso ao indivíduo, acaba não sendo uma experiência que considera boa e, muitas vezes, nessa primeira relação já ocasiona uma gravidez indesejada.
Mesmo assim, dentro dessa realidade nossa onde há uma supervalorização do corpo, da adolescência e da sexualidade, ainda há aqueles que optam por uma experiência mais restrita da sexualidade como aguardar até o casamento ou aguardar a "pessoa certa". Essas pessoas acabam por sobre pressão dos amigos e até preconceito, mas cada um tem uma forma diferente de lidar com a sexualidade.
O que, infelizmente fere a nossa sociedade é essa pressão e supervalorização da sexualidade que acaba por diminuir a infância e primeiras idades da adolescência: crianças já vestidas como adultos e adolescentes de 13 anos já grávidas ou trabalhando para sustentar a família. O que será desses jovens no futuro? Essa fase tão bela e tão curta que, muitas vezes, mal vivida por falta de orientação dos pais e da sociedade em si que distorcem valores e supervalorizam o "desejo", que nada tem de culpado, afinal, o desejo é parte do ser humano.
Esse texto não tem o objetivo de favorecer uma opinião contra essa supervalorização da sexualidade na adolescência, mas tem com objetivo levar a uma reflexão sobre esse tema tão polêmico e presente e nos levar a nos questionar sobre qual melhor forma de orientar nossos adolescentes, nossos filhos e alunos sobre esse tema, como lidar com as diversas formas de pensar sobre a sexualidade e as formas de cada um vivenciá-la. E questionar, sim, essa "moda" da supervalorização da adolescência e da sexualidade vivenciada de forma exacerbada e sem uma associação entre desejo sexual e vínculo afetivo. Até onde essa visão de dissociação entre sexo e vínculo afetivo é saudável para o ser humano de hoje? - assunto para uma postagem posterior.
Enfim, quais reflexões podemos ter a partir deste tema? Até onde o "tabu do sexo" está "impregnado" em nós mesmos e, ao invés de falarmos sobre o tema e tomarmos uma atitude em favor da orientação adequada dos adolescentes, acabamos por fazer "vista-grossa" e depois simplesmente passamos a fazer comentários do tipo: "mais uma adolescente grávida!", ou "ninguém orienta mais os jovens?", ou ainda, "nossa sociedeade está perdida mesmo!". Toda ação é resultado de uma pensamento, se o pensamento for baseado numa visão engessada e fundada numa crença relacionada a esse "tabu do sexo", provavelmente nossas ações serão as mesmas repetidas da maioria das pessoas. Por isso uma tentativa de levar a refletir sobre o tema, para provocar um pensamento diferenciado e crítico, acreditando no potencial de nossos adolescentes e que eles são mais que "corpo e sexualidade aflorada", mas que isso faz parte de um todo que é o adolescente que necessita ser respeitado, valorizado, acolhido e orientado de forma adequada para que não perca sua adolescência tão precocemente.

Invez de criticar depois dos maus resultados, é melhor refletir, questionar e agir para evitar o mau resultado! Afinal, o diferencial está em cada um de nós, basta acreditar e fazer acontecer. Vale a pena acreditar no potencial dos adolescentes da nossa sociedade.