sábado, 26 de maio de 2012

Brincando de ser adulto: até onde é saudável para o desenvolvimento infantil?


Quando andamos pelas ruas, praças, parques e shoppings vemos cada vez mais crianças com aparência de adultos e roupas arrojadas, acessórios de adultos, unhas pintadas, pulseiras e colares, cortes de cabelo chamativos, sapatos e sandálias inadequadas para uma criança. vê-se muito isso nas escolas e até em creches. Todos acham "bonitinhos", mas até onde essa idéia de transformar a criança num "mini-adulto" pode prejudicar a identidade da criança enquanto criança? Esse tipo de "caricaturização" do adulto na criança é prejudicial para o desenvolvimento sadio desta criança?



Em sua pesquisa, Moura e Ribas (2002), faz um levantamento só sobre pesquisas sobre a imitação no início do desenvolvimento e sua importância para o desenvolvimento infantil em vários aspectos: socialização, linguagem e cognição - além do que a criança começa a desenvolver os traços de sua personalidade e sua identidade a partir da imitação das suas referências, geralmente os pais.







Contudo, da imitação, parte do desenvolvimento infantil à imitação exacerbada como uma "caricaturização" do adulto há uma grande diferença. 


Pontes e Magalhães (2003), falam da importância do brincar e da fantasia no desenvolvimento infantil, pois é através da brincadeira que a criança aprende. A criança precisa brincar, curtir sua infância, aproveitar essa fase tão breve e única da vida.





A criança querer se vestir e até se vestir como os pais é normal, mas é essencial que o adulto lembre a criança que ela é criança e o próprio adulto entender ou internalizar isso: a criança é criança e deve ser tratada e respeitada como criança. Ela necessita disso.

Se mesmo quando adultos sentimos a necessidade de brincarmos, quebrarmos regras, relaxarmos e fugirmos das responsabilidades, as vezes numa brincadeira ou piada descontraída, porque com a criança deve ser diferente? Muita ironia o adulto poder brincar e a criança ser obrigada a se comportar como adulto e ser exigido isso dela. Isso quando não é explorada de diversas formas que violam sua infância.


Em entrevista a Revista Apólice, a Psicóloga Gedalha-Sarmet (s.d.)nos lembra que historicamente a criança é vestida como se fosse adulto desde os primórdios, portanto, não é de hoje a de vestir a criança como miniatura de adulto, porém, diz a psicóloga, hoje há uma variedade muito grande roupas infantis, além de uma clareza melhor de pensamento sobre esse assunto. Contudo, a tendência de tornar a criança um "mini-adulto" continua e até se modernizou.














"Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos,
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto brinco, estou aprendendo sobre equilíbrio e formas.
Quando estou me fantasiando,
Arrumando a mesa e cuidando das bonecas.
Por favor, não me deixe ouvir você dizer ele está apenas brincando.
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Eu posso ser mãe ou pai algum dia.
Quando estou pintando até os cotovelos,
Ou de pé diante do cavalete, ou modelando argila,
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Estou expressando e criando
Eu posso ser artista ou inventor algum dia.
Quando estou entretido com um quebra-cabeça ou com algum brinquedo na escola,
Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras.
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.
Eu posso estar numa empresa algum dia.
Quando você me vê aprendendo, cozinhando ou experimentando alimentos.
Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.
Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber as diferenças.
Eu posso ser um chefe algum dia.
Quando você me vê aprendendo a pular, saltar, correr e movimentar meu corpo.
Por favor, não diga que estou apenas brincando.
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.
Quando você me pergunta o que fiz na escola hoje.
E eu digo: eu brinquei.
Por favor, não me entenda mal.
Por que enquanto eu brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou me preparando para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar."

 (Anita Wadley)


Enfim, que nossas crianças possam brincar e ser crianças!


Leia, comente e divulgue esta postagem e este blog!






Referências:



GADELHA-SARMET, Y. Entrevista postado no site Superinfância: psicologia infantil. (s.d.) Disponível em <
http://www.superinfancia.com.br/site/artigos/artigo.php?art_codigo=18> acesso em 26 mai. 2012.

MOURA, M.; RIBAS, A.. Imitação e desenvolvimento inicial: evidências empíricas, explicações e implicações teóricas. Estud. psicol. (Natal), Natal, v. 7, n. 2, July 2002 . Disponível em <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2002000200002&lng=en&nrm=iso>. acesso em 26 Mai. 2012.

PONTES, F. ; MAGALHÃES, C. A transmissão da cultura da brincadeira: algumas possibilidades de investigação. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2003, 16(1), pp. 117-124. Disponível em <
http://www.scielo.br/pdf/%0D/prc/v16n1/16803.pdf> Acesso em 26 mai. 2012.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Acreditar em Deus é saudável?


Quais a Relações entre fé e saúde? Qual a força de um pensamento positivo?


Segundo a Psicologia Cognitiva de Beck, uma crença negativa tem como consequência, transtornos, conflitos e até patologias. E, como nos ensina a Psicossomática, conflitos e traumas inconscientes podem se manifestar em formas de sintomas, esses sintomas podem ser um transtorno ou conflito psicológico ou como alguma doença ou dor no corpo. Enfim, pensamentos, sentimentos e conflitos tem o poder de provocar um mal psicológico ou físico, senão os dois. Sendo assim, o que um pensamento, ou melhor, uma crença positiva pode ocasionar? E se esta fé for em uma força ou divindade?

Vivemos hoje num mundo sedento por acreditar em algo, e mesmo com tantas crenças, religiões e espiritualidades diversas, o cristianismo é o segmento da maioria das pessoas em nosso país. A crença num Deus que realiza curas e milagres, que pode tudo em todos. Mas, independente da fé ou religião, o quanto acreditar em alguma força ou divindade pode contribuir para a melhora ou até a cura definitiva de algum mal? Ouvimos com certa frequência até, que pessoas que pediram com fé, receberam curas de algum mal, mas a maioria dos casos não passa por uma prova científica ficando apenas no julgamento de cada um ser real ou não. Contudo, uma pesquisa realizada por Murphy e Fitchett (2009), pesquisou a relação entre a crença em um Deus e a resposta de adultos ao tratamento de depressão. Essa pesquisa constatou que dentre os 136 participantes da pesquisa, pacientes com depressão grave ou bipolar que ficaram na escala de Bem-estar Regilioso (um inventário aplicado para medir exatamente o bem-esta Religioso), 75% apresentaram mais probabilidade de melhora. Este texto presente não tem caráter científico nem pretende divulgar uma fé ou religião, mas, tem como objetivo levar a refletir sobre a contribuição da fé em um Deus para o bem-estar do ser humano, de forma especial para a melhora de doenças, transtornos, conflitos e demais problemas.



Se uma crença negativa paralisa a pessoa, deixando-a "engessada", rígida e, principalmente, sofrendo, uma crença em algo positivo, que provoca comportamentos positivos como socializar com pessoas que pensam da mesma forma. Crer em algo que nada tem de mal, mas pelo contrário, leva a pessoa a acreditar em si mesmo também e a acreditar que os problemas, seja qual for, pode ser superado de nada há de negativo, exceto nos casos de fanatismos, mas pelo contrário, faz parte do ser humano ter uma crença religiosa, fator presente em toda cultura humana.


A fé, enfim, é um fator positivo, natural no ser humano e contribui para melhora de doenças, no mínimo auxilia diminuindo a ansiedade e confortando angústias e as dores físicas. Além de aliviar o sentimento de solidão e dar uma esperança de melhora, que faz com que a pessoa lute para melhorar. Ou seja, acreditar em Deus é saudável, faz bem a ajuda na superação de problemas, doenças, transtornos etc.


 
Referências:

BECK, A. Terapia cognitiva da depressão.Porto Alegre : Artes Medicas, 1997.


Beck, J. Terapia cognitiva: teoria e prática.Porto Alegre: ArtMed, 2007.
FILHO, J. Concepção psicossomática: visão atual.10 Ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002
JORNAL DE CARUARU. Acreditar me Deus melhora a resposta ao tratamento de depressão. Disponível em <

MURPHY, P., e FITCHETT, G. A crença em um Deus em questão prevê a resposta ao tratamento de adultos com depressão clínica. O Journal of Clinical Psychology, 2009, n. 65, p. 1000-1008.

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terça-feira, 15 de maio de 2012

O meu filho só dá trabalho na escola! De quem é a culpa?


Em todas as circunstancias da nossa vida temos a tendência a achar culpados para os problemas que surgem. Os culpados podem ser os outros ou a si mesmo, dependendo de cada indivíduo. Considerando, pois, a questão dos alunos com problemas de disciplina e aprendizagem entram nessa mesma situação. Geralmente os pais tendem a culpar a criança, quando não, a culpada é a escola ou a professora, aqueles um pouco mais conscientes dizem que o culpado é o governo ou o sistema de ensino no Brasil. Os professores tendem a culpar a criança ou a educação que tiveram em casa, ou seja, os pais. E os alunos, quando nem sequer pensam nessa questão, colocam a culpa nos pais ou na escola em si. Há aqueles, ainda, que carregam todo o sentimento de culpa consigo mesmo e ficam se perguntando: "onde foi que errei?".





Seja professor, seja aluno ou família do aluno, é muito comum carregar esse sentimento de culpa por não ver o resultado de seus esforços: "Essa minha sala é a mais difícil!", "Eu não consigo dar conta!" ou "Eu acho que não sou boa professora" - diz a professora. "Sou uma péssima mãe", "Não ajudo mau filho quando ele precisa" ou "Onde foi que errei?" - dizem os pais. "Eu não consigo", "Todos meus amigos conseguem aprender, menos eu" ou "Eu sou burro!" - diz o aluno. São exemplos de pensamentos que os 3 pólos dessa relação aluno-professor-família. Mas, qual a evidência desses pensamentos? Ao invez de buscar um culpado ou assumir todo o peso da culpa, pode-se dizer em parcelas de responsabilidades, onde todos, seja a professora, sejam os pais e seja o aluno tem uma parcela de responsabilidade nessa situação e que todos podem se esforçar um pouco mais.



É muito comum na resolução de problemas perdermos muito tempo lamentando ou procurando culpados, quando não ficamos remoendo a situação e assumindo todo o peso de uma culpa. Porém, percebemos que tudo isso são exemplos de pensamentos ou atitudes consequentes a um pensamento, ou seja, tudo começa a partir de um pensamento negativo em relação a situação problemática. Esses pensamentos negativos geral sentimentos negativos, comportamentos negativos que, consequentemente, gerarão mais pensamentos negativos tornando essa questão uma coisa maior do que ela é.


Para deixar claro, o presente texto para reflexão não tem como objetivo encontrar culpados para a questão do aluno que dá trabalho na escola e nem dar ou investigar uma solução para este problema na nossa realidade, mas tem como objetivo levar a reflexão sobre a forma de pensar sobre essa questão, sobre achar culpados e pensar em estratégias para ajudar estes alunos. Sendo assim, em resposta a estes pensamentos negativos levantemos uma resposta: qual a evidência sobre a culpa ser do pai, do aluno ou da professora? Devemos pensar que estar numa sala de aula com 40 alunos, sejam criança ou adolescentes, por um longo período de tempo é realmente estressante, quantos pais não sentem dificuldade em lidar com seus filhos que são 2 ou 3, imagine 40 que nem são filhos? E qual será a condição socio-econômica dessa família? Qual a estrutura dessa família? Pais separados? Os pais não são presentes? Os pais morreram? E como será para está criança estar numa sala de aula, onde não escolheu ficar, mais é um "direito-obrigatório"? Será que o aluno entende a importância ou o sentido de estar na escola? Será que ele recebe o insensivo ou a credibilidade que necessita? Pois para que uma pessoa acredite em si mesma, ela precisa antes que alguem tenha acreditado nela. E quem acredita nesse aluno? Não aquele professor ou aquele pai que disse que "esse não tem jeito", pois qual a evidência disso? Acreditar é o primeiro passo para mudar.



Se as pessoas passassem menos tempo pensando negativamente, procurando culpados, se culpando, lamentando ou ignorando o problema, teriam mais tempo para pensar em soluções e estratégias de como lidar com "aquele aluno que não presta atenção" ou "aquele aluno que só briga". Será que alguem já teve a iniciativa de sentar-se ao lado dessa pessoa para perguntar o porque dele agir dessa forma? Contudo, para ter uma maior disposição em olhar para o outro e enxergá-lo como uma pessoa que precisa, antes de mais nada, de alguem que acredite nela, é preciso acreditar em si mesmo. A postagem anterior a esta fala exclusivamente sobre esse tema: acreditar em si mesmo. Porém, sempre há a possibilidade de buscar uma ajuda profissional para lidar com essas questões de culpa, estresses, desmotivação, entre outras. Não é vergonhoso procurar a ajuda de um psicólogo para resolver um problema, mas é uma atitude corajosa dar um primeiro passo para uma mudança saudável!


Um ditado popular diz "para alcançar a vitória é preciso,
antes de tudo, acreditar nela" - o primeiro passo para vencer esse problema com o aluno que "dá trabalho na escola" é acreditar que ele pode ser superado, é acreditar que o problema não é o aluno, mas que é um indivíduo com um potencial a ser desenvolvido e acreditar em si mesmo e no seu trabalho. Tudo começa a partir de um simples pensamento, seja ele positivo ou negativo. O quanto você tem acreditado em si mesmo?
Referências:
 
BECK, A. Terapia cognitiva da depressão.Porto Alegre : Artes Medicas, 1997.


Beck, J. Terapia cognitiva: teoria e prática.Porto Alegre: ArtMed, 2007.





terça-feira, 8 de maio de 2012

O poder de acreditar em si mesmo



"Certa lenda chinesa conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação. De repente , o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.
A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar o amigo. Suas mãos estavam feridas e doía muito todo o seu corpo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:
— Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!
Nesse instante apareceu um ancião e disse:
— Eu sei como ele conseguiu.
Todos olharam para ele aguardando a resposta. O ancião então respondeu:
— Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não era capaz." (http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006528.php)
Essa lenda chinesa nos leva a refletir sobre a confiança em nós mesmos e, ao mesmo tempo a confiança que transmitimos aos outros, sobretudo a confiança que os pais depositam nos filhos. Mas, para que algo seja transmitido a alguem é necessário antes que a pessoa em questão tenha adquirido esse algo em quantidade suficiente para transmitir, ou seja, antes de transmitir essa confiança aos outros, é necessário ter essa confiança em si mesmo. Mas, como surge essa confiança em si mesmo? Como ela "aparece"? Nascemos com ela? Vamos imaginar que o ser humano é como uma massa de modelar, que tem o potencial de assumir diversas formas de acordo com o investimento que for feito nela, contudo, o ser humano não é passivo como a massa de modelar, mas ele é o ser ativo que absorve os investimentos que recebe do ambiente físico e social e, a partir das suas experiências e percepções desenvolve o seu potencial.
Enfim, todo ser humano tem o potencial para confiar, acreditar em si mesmo. Mas, dependendo das experiências que teve e das crenças e esquemas que se formaram no decorrer da sua vida essa confiança em si mesmo pode se tornar mais forte ou mais fraca.
Vamos refletir sobre a origem dessa confiança:

Na teoria do Desenvolvimento Psicossocial de Erikson (1998), a primeira fase, correspondente a fase oral freudiana, é denominada Confiança Básica x Desconfiança Básica cuja idéia central é que na fase inicial da vida, o bebê volta sua atenção a pessoa que provê seu conforto, ou seja a mãe. Assim a criança estabelece sua primeira relação social. Todas as etapas possuem uma força básica a ser desenvolvida, que nesta primeira é a esperança. Essa esperança se forma a partir do momento que a criança percebe que sua mãe não está presente o tempo todo, porém, percebe que em um dado momento ela volta. Ele cria a esperança de que mesmo não estando ali, a mãe irá voltar. Para Erikson (1998), é quando a criança começa a entender que os objetos e as pessoas existem, mesmo quando não estão em seu campo de visão e que sempre podem voltar a seu campo de visão.Vivenciando esta descoberta de forma positiva, quando a mãe realmente volta, confirmando as esperanças da criança surge o que Erikson denomina Confiança Básica, ou seja, a criança tem a sensação que o mundo é bom, que as coisas podem ser reais e confiáveis. Ao contrário, pode surgir a Desconfiança Básica, que é o sentimento de que o mundo não corresponde as suas esperanças, que é mau e ingrato. Porém é importante também que a criança viva algumas frustrações, para aprender que há esperanças possíveis e outras impossíveis, no entanto, nem por isso deve-se ter uma visão negativa em relação ao mundo.


Segundo Beck (1997), desenvolvemos a nossa forma de pensar em relação a nós mesmos, aos outros e ao mundo através das percepções que temos do ambiente físico e social. A partir das primeiras experiências são formadas crenças em relação a nós mesmos e a partir dessas crenças, tidas como nucleares ou centrais, são formadas crenças e esquemas que regem nossa forma de pensar e, consequentemente, nossas reações comportamentais e emocionais. E quanto mais forte são as emoções ligadas a essas crenças, mais forte é essa crença. Porém, nem todo pensamento que temos em relação a nós mesmos são positivos, pois nem todas as experiências que temos em nossa vida são boas, existem as crenças negativas, que influenciam negativamente em nossos pensamentos provocando uma visão negativa em relação a nós mesmos, aos outros e ao mundo, chamado tríade cognitiva por Beck (1997), princípio básico para uma pessoa ter depressão.

Para Beck (1997), o tratamento para esses pensamentos distorcidos em relação a si mesmo, no modelo da Terapia Cognitivo-comportamental, é trabalhar a mudança desses pensamentos a partir de respostas dadas a eles. Porém, essas respostas terão a força do quanto o indivíduo acredita nela em oposição ao quanto ele acredita no pensamento negativo.

Chegamos então a seguinte conclusão dessa reflexão sobre a confiança em si mesmo, ou sobre acreditar em si mesmo: O quanto você é capaz de acreditar em si mesmo? Qual a força da sua confiança? Quem disse ou quem comprova que realmente você não tem forças para acreditar em si mesmo? Tudo depende essencialmente da pessoa em questão. Você pode tanto quanto você acredita que pode, se mesmo assim ainda há dificuldades em superar seus pensamentos negativos, é hora de uma ajuda profissional, que nada tem de vergonhoso, mas uma coisa é fato: é hora de uma atitude ser tomada, seja por si mesmo ou com ajuda profissional de um psicólogo. Lembre-se que o dia de hoje jamais se repetirá e talvez seja esse o dia e/ou o momento de uma mudança em sua vida, basta acreditar e tomar uma atitude. O quanto você confia em si mesmo? É hora de acreditar, no mínimo, que você é capaz de mudar - afinal, temos o potencial para nos adaptarmos, tudo depende da força do quanto acreditamos nisso e usando um clichê popular: "bola pra frente!"
Essa é a postagem inaugural deste Blog cuja intenção é promover a idéia de que vale a pena acreditar no ser humano e que vale a pena sim, acreditar em si mesmo. Não perca outras publicações neste blog!


Referências:
BECK, A. Terapia cognitiva da depressão.Porto Alegre : Artes Medicas, 1997.


Beck, J. Terapia cognitiva: teoria e prática.Porto Alegre: ArtMed, 2007.
Contando Histórias. Localizado em <http://www.contandohistorias.com.br/historias/2006528.php> acessado em 08 mai. 2012


ERIKSON, E. H. e ERIKSON, J. O ciclo da vida completo. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1998