sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O envelhecer e a qualidade de vida

 
 
 
O envelhecer é nada mais que um processo natural de todo ser vivo. Desde o nascimento, caminhamos passo a passo para o envelhecimento e o fim da vida. Porém, como parte da vida, a velhice também pode ser bem vivida ou mau vivida, dependendo das condições que se disponibiliza para isso.

Envelhecer engloba todos os aspectos do ser humano, não apenas o físico debilitado comparado a juventude, mas também envolve aspectos psicológicos, sociais, ambientais e das crenças e valores particulares do indivíduo. Todos estes aspectos influenciam na qualidade de vida do idoso. Ao falar da qualidade de vida do idoso não dá para se falar de um aspecto apenas como o mais importante, mas na pessoa como um todo em todos os seus aspectos, pois um influencia direta ou indiretamente os outros. Aquele que sofre uma debilidade física, se vê diferente de quando era jovem, o que pode causar um sofrimento psicológico, assim como social e ambiental, por ter maior dificuldade de locomoção, por acabar se tornando dependente dos outros, se tornando, como pensam alguns idosos, "um peso para a família", bem como muitos familiares também tem esse tipo de pensamento.

Erikson, em sua teoria do desenvolvimento psicossocial, chama a última etapa do desenvolvimento de Integridade x Desespero. Ao chegar nesta fase da vida, segundo esta teoria, o indivíduo tem duas possibilidades: um desfecho positivo, no qual a pessoa procura estruturar seu tempo e se utilizar das experiências vividas em prol de viver bem seus ultimas anos de vida, e um desfecho negativo, no qual ele estagna diante do fim, entrando em desespero: surge sentimentos e pensamentos do tipo: "o tempo acabou"; "nada mais posso fazer pela sociedade", essas pessoas vivenciam uma nostalgia e tristeza por sua velhice. Contudo, existem aqueles que se julgam os mais sábios, e costumam impor suas opiniões em nome de sua idade e experiência.

Pensamentos negativos e de caráter pessimista em relação à última etapa da vida podem ser desencadeadores de sintomas depressivos, falta de vontade de viver ou de aproveitar o tempo de vida nestes anos, que poder durar 30 anos, por exemplo, considerando a expectativa de vida hoje. Então, como está pessoa vai passar seus "últimos 30 anos"? 30 anos é muito tempo! Muitas pessoas não chegam aos 30 anos vivos. A pessoa tem dua opções: viver bem ou não esses 30 anos. Porém, a qualidade de vida nesta idade não depende apenas de pensamentos positivos, mas já são de grande ajuda. Para Pereira et. al. (2006), uma avaliação da qualidade de vida envolve quatro domínios importantes: o físico, o social, o psicológico e o ambiental.





Aspectos físicos da velhice

 

No processo de envelhecer o indivíduo passa por diversas alterações que são um processo natural iniciado no nascimento. Desde antes de chegar ao que muitos denominam 3ª idade, algumas alterações físicas, que também afetam outras áreas da vida do indivíduo, já começam a surgir como a menopausa nas mulheres, por exemplo, a calvice, a predominância dos cabelos brancos, a andropausa, que é um declínio na produção de testosterona nos homens. Ainda há quem pense e até publique textos afirmando que essas alterações naturais são "doenças do envelhecimento", que na verdade são parte do processo natural do desenvolvimento do ser humano. Há também algumas enfermidades e debilidades típicas dessa idade como as que afetam os músculos e ossos (

sarcopenia - perda degenerativa de massa e força nos músculos com o envelhecimento -, degeneração articular, artrose, osteoporose, as tendinopatias como burcites, tendinites crônicas e as dores crônicas), aquelas que afetam os olhos (vista cansada ou presbiopia, catarata, degeneração macular, glaucoma, retinopatia diabética.), doenças vasculares (varises, hipertensão arterial, riscos de acidente vasculares cerebral, doenças cardíacas), perda gradativa de audição, degeneração ou falência de orgãos como pulmão, fígado, rim etc. Principalmente em pessoas que já apresentam sintomas desde a juventude, pessoas que possuem uma vida sedentária, que não tem hábito de prevenção e de fazerem acompanhamento médico, falta de alimentação saudável, vícios como álcool e tabagismo e acidentes recorrentes das debilidades físicas.

Muitas pessoas tem o hábito de associar a velhice com doenças, como se envelhecer fosse sinônimo de adoecer, o que não é verdade. Cada vez aumentam mais as possibilidade de tratamentos e prevenção dessas doenças típicas da velhice e que não impedem o indivíduo de viver. Há pessoas idosas que possuem diversos problemas de saúde, mas são felizes, vivem bem e muitos mais saudáveis que muitos jovens que não tem hábito de cuidar da saúde.

 

Aspectos sociais da velhice



Alguns fatores que ocorrem nesta fase da vida influenciam diretamente da vida social do indivíduo: A perda de familiares e amigos, por mais que o indivíduo cuide da saúde, todo organismo um dia falece. Quando se chega as idades avançadas, é comum acompanhar a morte do conjuge, morte dos irmãos, a morte de amigos próximos, visinhos etc. O idoso acaba ficando isolado. Os familiares mais jovens, muitas vezes, não tem paciência com os seus idosos e, ainda, não tem recursos para cuidar de seus pais e avós idosos. Prova disso são o crescimento do número de casa de longa permanência para idosos. Porem, muitos projetos de ong, clubes particulares, movimentos religiosos oferecem alternativas a vida solitária do idoso: bailes e clubes da terceira idade, atividades voltadas a este público, academias com atividades adaptadas, grupos religiosos, mesmo programas do governo como o CRI (Centro de Referência do Idoso) e o CRAI (Centro de Referência do Atendimento ao Idoso). Até as redes sociais da internet se tornaram meios alternativos para as pessoas idosas se relacionarem e conviverem. Contudo, a convivência em grupos sociais diversos, seja ele presencial ou virtual, não substitui a convivência com a família. O próprio indivíduo começa a se sentir indesejado, esquecido, desvalorizado e se sente um "peso" para a família. A pessoa nessa idade se sente carente de atenção e cuidados, do contato físico e social. Sente falta de ser valorizado principalmente pela família. Velhice não é sinônimo de incapacidade, pelo contrário. A sabedoria e a experiência dos mais velhos contribuiriam muito para a sociedade se as pessoas, que se acham sábias por terem diplomas e certificados de cursos, as ouvissem mais e dessem mais valor a sua opinião.


 

Aspectos psicológicos da velhice



Os dois fatores psicológicos mais comuns nesta fase da vida é a depressão e a debilidade cognitiva.

A depressão na velhice pode ser causada por diversos fatores, dependendo das teorias, hipóteses e do profissional que avalia a situação. Desde fatores psicossociais como a frustração por se sentir inpotente (sentimento comum ao aposentado que trabalhou a vida toda), incapaz de trabalhar e colaborar coma família e sociedade, desespero por estar perto da morte, o próprio medo da morte; à fatores afetivo-emocionais, como sentimento de abandono, carêcia afetiva, alterações de humor, baixa auto-estima etc. Até fatores físicos como a hipótese do colesterol influenciar na depressão (Portal Educação), relações com a hipertensão, alterações hormonais (menopausa e andropausa), entre outras doenças diversas que podem colaborar.

O número de idosos com depressão é grande e é preocupante. O alto índice de depressão nesse período da vida pode ser consequencia dos pensamentos negativos individuiais e próprios da nossa cultura em relação ao envelhrecer. Nossa cultura associa envelhecer com doença, debilidade física, peso para a família e com a morte. O indivíduo acaba se apossando desses pensamentos para si e acreditando que ele é isso mesmo. Que não há possibilidaes. Acaba por não viver os seus últimos anos, se é que pode chamar de ultimos anos os 30 ou 40 anos que a pessoa pode viver depois de ser "denominada" idosa pelo estatudo ou por si mesma. Pensamentos cristalizados e negativos como estes não devem ser aliemntados. Para um envelhecimento saudável, pensamentos positivos, porem realistas, ajudam muito. Mudar pensamentos enrigecidos não é fácil, mas depende do quanto cada um quer ser feliz e aproveitar sua vida enquanto vive. Porque de que adianta viver muitos anos se os viver depressivamente e reclamando de tudo na vida? Melhor aproveitar este período se esforçando para ser feliz, para serem melhores a cada dia.

A perda da habilidade cognitiva está fortemente marcada pela perda da capacidade de memória, principalmente a memória imediata e intermediária.
o esquecimento de fatos recentes não é considerado uma doença e sim um fato normal para a idade sendo denominado lapso de memória. A debilidade cognitiva está relacionada a diversos fatores, um deles é a própria depressão. Outro fator, é mais natural, é a perda de neurônios no decorrer da vida. As doenças dos sistema nervoso mais comuns nos idosos são: Esclerose Múltipla, Doença de Parkinson, Doença de Huntington, e a famosa Doença de Alzheimer que é a principal causa de debilidade cognitiva em idosos.

Para falar de debilidades cognitivas, é preciso entender como funciona o que mais é afetado em idosos, ou, pelo menos, o que aparantemente é afetado: A memória. A memória, diferente do que muitos pensam, não é um armazém de lembranças, mas um processo que recria as informações aprendidas. A aprendizagem também é um processo cognitivo que é considerado debilitado com a idade, este processo é o de aquisição de novas informações e assimilação ou associação destas com outras informações aprendidas. Estas informações aprendidas a partir de estímulos externos ao indivíduos são pensamentos, que nada mais são do que representações mentais destas informações aprendidas. Todo este complexo processo de memória depende de uma habilidade cognitiva muito importante e que muitas vezes é esquecido: a atenção.

A atenção é uma ação psíquica que necessita determinado esforço e treino, pode ser voluntário, onde o indivíduo escolhe o foco de sua atenção, ou espontâneo, quando um fator externo "captura" o foco do indivíduo, por exemplo quando se ouve um barulho alto de repente, no exato momento a atenção se volta para o barulho. A atenção é o mecanismo pelo qual nos mantemos o foco sobre um determinado objeto externo ou pensamento, é a capacidade de coloca em primeiro plano um estímulo e colocar os demais em segundo plano. Este foco pode oscilar, no qual um estímulo que antes era segundo plano, passa a ser o primeiro e pode oscilar de novo, tornando um terceiro estímulo o foco da atenção. Quanto mais se treina esta habailidade de manter o foco por determinando tempo, mais se consegue aumentar o tempo em que o foco é mantido. Manter a atenção, como ação psíquica que necessita de esforço, pode se fadigar e falhar quando o indivíduo está cansado ou quando está sob efeito de remédio que inibe o sistema nervoso, como analgésicos, por exemplo. O álcool e algumas drogas também afetam a capacidade de atenção, ou quando o indivíduo sobre algum traumatismo craniano, mesmo leve, mas que causa torpor. A atenção é melhor quando o indivíduo está descansado. A atenção depende também do interesse do indivíduo. Um fator que interfere muito na atenção é o estresse e a ansiedade em si, neste estado o indivíduo acumula uma grande quantidade de pensamentos ao mesmo tempo, o que dificulta no processo de focar um pensamento só e manter o foco nele por muito tempo. Se o indivíduo não consegue manter o foco sobre o que faz, não vai "apreender" a informação e, consequentemente, não vai conseguir recriá-la, que é o processo de memória.

Portanto o estresse, a ansiedade, medicamentos que afetam o sistema nervoso, a depressão e outros transtornos ou patologias afetam a capacidade de atenção e, consequentemente a memória, geralmente é a memória imediata que é afetada nestes casos: esquecer onde colocou a chave, o assunto que estava conversando, de trancar o carro ou a casa, de tomar algum remédio etc.

Diferente das patologias que afetam de fato a memória, esses problemas de atenção podem ser trabalhados em psicoterapia.

Outro fator psicológico importante é a percepção de si mesmo. Quando indivíduo começa a se perceber mais velho, imaginemos um exemplo: um homem trabalhador, provedor do sustento da família por anos, que era forte e ágil, ainda jogava futebol aos fins de semana com os amigos, com o tempo percebe que não aguenta mais jogar futebol, que sua força e agilidade diminuem, hoje se vê em casa, dependente dos filhos, aposentado, não é mais o provedor da casa, perde sua identidade com sua vida profissional (que é uma grande perda para muitas pessoas), ao se perceber neste estado, sente-se triste, depressivo. Vê a esposa morrer e seus irmãos aos poucos também vão indo. Como o indivíduo se percebe neste contexto? Outro exemplo: uma mulher que é linda, mãe de muitos filhos, que conseguia dar conta de cuidar da casa, dos filhos e ainda trabalhar fora, alem de sempre estar envolvida em eventos sociais ou na igreja. Com o tempo se percebe com a aparência diferente, não se vê mais tão bonita, os filhos crescem, não dependem mais dela, não consegue mais dar conta dos serviços domésticos, pios lhe falta força, já não trabalha mais, pois já se aposentou ou abandonou o emprego para poder dar conta dos filhos. Enfim, muitas vezes perde o interesse pelo sexo, isso ocorre com ambos, homens e mulheres.

A identidade se perde, o que acontece é que hoje acostumamos a identificar nossa identidade com o que fazemos ou fizemos durante a juventude e o período da fase adulta até o momento em que nos auto-denominamos "idosos", "velhos". Culturalmente associamos o idoso a um ser "assexuado", dependente, que não tem opinião ou que, por ter limitações físicas e algumas debilidades cognitivas já não tem mais poder de opinar sobre si. Nos esquecemos que esta pessoa tem uma história, uma vida, sente necessidade de toque, atenção, carinho e de se sentir amado, sente desejo e atração sexual como todo mundo. Sua experiência de vida lhe confere um conhecimento sobre a vida que os jovens ainda não tem.



Aspectos ambientais



Observando os aspectos ambientais, temos que levar em conta que certas limitações ou debilidades físicas e psicológicas influenciam e muito neste aspecto. Uma casa com escadas, por exemplo, para uma pessoa que necessita de bengala para se locomover é um complicador. Muitos são os espaços públicos que ainda não se adaptaram para as pessoas idosas: rampas, elevadores, letras grandes nas placas de informações etc. A própria casa da pessoa idosa deve ser adaptada para melhor se locomover.

Outra questão importante é o da apropriação do espaço. Nós temos essa tendencia de nos apropriarmos dos espaços, identificando este espaço como um complemento de nós mesmos. Investimos sentimentos, lembranças e tem uma dificuldade em nos desapegarmos deles. Com pessoas idosas é a mesma coisa, mas imagine uma pessoa que se apropriou de um espaço, sua casa, e construiu neste espaço uma história de 50, 60 ou 70 anos? Quando decidimos pelos idosos de nossas famílias a se mudarem de casa ou em colocá-los em casa de longa permanência, muitas vezes não pensamos no quanto é difícil para eles se desapegarem de seu espaço, onde tem muito de sua identidade e de sua história.

Falando de casa de longa permanência, que muitos ainda chamam de "asilo para idosos", muitas vezes se faz necessário para aquele idoso com problemas de saúde, com grandes debilidades cognitivas no qual a família não tem recursos para cuidar mais. Mas, vamos imaginar, estar numa casa onde acaba perdendo sua identidade, pois são tantos idosos que por mais humano que seja o atendimento, acaba sendo mais um num grande grupo. Perde sua privacidade, pois não tem mais um quarto seu, dorme no mesmo quarto que outras pessoas que não conhecia antes. Ainda tem muitas casas com "cara de hospital", cheio de técnicos, cuidadores e enfermeiros de branco, com frequentes visitas de médicos e fisioterapeutas. Sentem como se velhice fosse sinônimo de doença. Estão "internados" até os últimos dias de sua vida. Como será para este indivíduo estar num espaço como este?


 

Conclusão



O envelhecer, como dito no início, é um processo natural, mas para muitos, é um processo difícil. Não podemos fechar os olhos para as limitações típicas da idade, não podemos nos esquecer que a pessoa idosa necessita de maior atenção e respeito, que tem toda uma história de vida.

Existem duas vertentes para quem chega nesta fase da vida: se entregar a esses pensamentos pessimistas e negativos em relação ao idoso, se entregar as dores e doenças típicas da idade, ou buscar viver estes anos, contribuir com os outros com sua experiência de vida. Conseguir olhar para atrás e ver que ainda não é o fim. Afinal, uma pessoa de 70 anos pode viver até 98 anos, quanto tempo mais vai viver? tem muito ainda para aproveitar. Quanto ao medo da morte, quem está livre desta possibilidade? Ser idoso não quer dizer mais próximo da morte, muitos jovens morrem também. Todos estamos sujeitos à morrer.

Muitos são os estudos relacionados ao idoso e ao processo de envelhecer, cada vez mais aumentam os profissionais da geriatria e da gerontologia. Gerontologia é a ciência que estuda o processo de envelhecimento humano de modo a atender às necessidades físicas, emocionais e sociais do idoso, que investiga as experiências de velhice e envelhecimento em diferentes contextos socioculturais e históricos. O número de idosos no mundo e, em especial, no Brasil, tendem a aumentar muito. Precisamos rever nosso modo de conceber o idoso. Pois, se nada interromper este processo, um dia chegaremos lá também e como queremos viver nossa velhice?

 

 

Referências:
 

BALLONE, G.; MOURA, E. Curso de Psicopatologia: Atenção e memória. Psiqweb. 2008. Disponível em <
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Beck, J. Terapia cognitiva: teoria e prática.Porto Alegre: ArtMed, 2007.

 

CAVALINI, L.Inquérito sobre hipertensão arterial e décifit cognitivo em idosos de um serviço de geriatria. Rev. Bras. Epidemiologia. v. 6, n. 1, p. 7-17. 2003. Disponível em <
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Davidoff, L. Introdução à psicologia. São Paulo: Makron Books, 2010

 

Diário do Grande ABc: página de saúde. Memória na terceira idade. 22 out. 2009. Disponível em <
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ERIKSON, E. H. e ERIKSON, J. O ciclo da vida completo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998

 

 

PEREIRA, R et. al. Contribuição dos domínios físico, social, psicológico e ambiental para a qualidade de vida global de idosos.Rev. Psiquiatria RS. v. 28, n. 1, p. 27-38. 2006. Disponível em <
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Portal Educação. Depressão na velhice tem ligação com o alto índice de colesterol. Publicado em 20 ago. 2012. Disponível em <http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/noticias/41543/depressao-na-velhice-tem-ligacao-com-o-alto-indice-de-colesterol>. Acesso em 15 nov. 2012