![]() |
Quando andamos pelas ruas, praças, parques e shoppings vemos cada vez mais crianças com aparência de adultos e roupas arrojadas, acessórios de adultos, unhas pintadas, pulseiras e colares, cortes de cabelo chamativos, sapatos e sandálias inadequadas para uma criança. vê-se muito isso nas escolas e até em creches. Todos acham "bonitinhos", mas até onde essa idéia de transformar a criança num "mini-adulto" pode prejudicar a identidade da criança enquanto criança? Esse tipo de "caricaturização" do adulto na criança é prejudicial para o desenvolvimento sadio desta criança?
Em sua pesquisa, Moura e Ribas (2002), faz um levantamento só sobre pesquisas sobre a imitação no início do desenvolvimento e sua importância para o desenvolvimento infantil em vários aspectos: socialização, linguagem e cognição - além do que a criança começa a desenvolver os traços de sua personalidade e sua identidade a partir da imitação das suas referências, geralmente os pais.
Contudo, da imitação, parte do desenvolvimento infantil à imitação exacerbada como uma "caricaturização" do adulto há uma grande diferença.
Pontes e Magalhães (2003), falam da importância do brincar e da fantasia no desenvolvimento infantil, pois é através da brincadeira que a criança aprende. A criança precisa brincar, curtir sua infância, aproveitar essa fase tão breve e única da vida.
A criança querer se vestir e até se vestir como os pais é normal, mas é essencial que o adulto lembre a criança que ela é criança e o próprio adulto entender ou internalizar isso: a criança é criança e deve ser tratada e respeitada como criança. Ela necessita disso.
Se mesmo quando adultos sentimos a necessidade de brincarmos, quebrarmos regras, relaxarmos e fugirmos das responsabilidades, as vezes numa brincadeira ou piada descontraída, porque com a criança deve ser diferente? Muita ironia o adulto poder brincar e a criança ser obrigada a se comportar como adulto e ser exigido isso dela. Isso quando não é explorada de diversas formas que violam sua infância.
Em entrevista a Revista Apólice, a Psicóloga Gedalha-Sarmet (s.d.)nos lembra que historicamente a criança é vestida como se fosse adulto desde os primórdios, portanto, não é de hoje a de vestir a criança como miniatura de adulto, porém, diz a psicóloga, hoje há uma variedade muito grande roupas infantis, além de uma clareza melhor de pensamento sobre esse assunto. Contudo, a tendência de tornar a criança um "mini-adulto" continua e até se modernizou.
"Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos,
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto brinco, estou aprendendo sobre equilíbrio e formas.
Quando estou me fantasiando,
Arrumando a mesa e cuidando das bonecas.
Por favor, não me deixe ouvir você dizer ele está apenas brincando.
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Eu posso ser mãe ou pai algum dia.
Quando estou pintando até os cotovelos,
Ou de pé diante do cavalete, ou modelando argila,
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Estou expressando e criando
Eu posso ser artista ou inventor algum dia.
Quando estou entretido com um quebra-cabeça ou com algum brinquedo na escola,
Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras.
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.
Eu posso estar numa empresa algum dia.
Quando você me vê aprendendo, cozinhando ou experimentando alimentos.
Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.
Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber as diferenças.
Eu posso ser um chefe algum dia.
Quando você me vê aprendendo a pular, saltar, correr e movimentar meu corpo.
Por favor, não diga que estou apenas brincando.
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.
Quando você me pergunta o que fiz na escola hoje.
E eu digo: eu brinquei.
Por favor, não me entenda mal.
Por que enquanto eu brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou me preparando para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar."
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto brinco, estou aprendendo sobre equilíbrio e formas.
Quando estou me fantasiando,
Arrumando a mesa e cuidando das bonecas.
Por favor, não me deixe ouvir você dizer ele está apenas brincando.
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Eu posso ser mãe ou pai algum dia.
Quando estou pintando até os cotovelos,
Ou de pé diante do cavalete, ou modelando argila,
Por favor, não diga que estou apenas brincando,
Porque enquanto eu brinco, eu aprendo.
Estou expressando e criando
Eu posso ser artista ou inventor algum dia.
Quando estou entretido com um quebra-cabeça ou com algum brinquedo na escola,
Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras.
Porque enquanto brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.
Eu posso estar numa empresa algum dia.
Quando você me vê aprendendo, cozinhando ou experimentando alimentos.
Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.
Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber as diferenças.
Eu posso ser um chefe algum dia.
Quando você me vê aprendendo a pular, saltar, correr e movimentar meu corpo.
Por favor, não diga que estou apenas brincando.
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.
Quando você me pergunta o que fiz na escola hoje.
E eu digo: eu brinquei.
Por favor, não me entenda mal.
Por que enquanto eu brinco, estou aprendendo.
Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou me preparando para o amanhã.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar."
(Anita Wadley)
Leia, comente e divulgue esta postagem e este blog!
Referências:
GADELHA-SARMET, Y. Entrevista postado no site Superinfância: psicologia infantil. (s.d.) Disponível em <
http://www.superinfancia.com.br/site/artigos/artigo.php?art_codigo=18> acesso em 26 mai. 2012.
MOURA, M.; RIBAS, A.. Imitação e desenvolvimento inicial: evidências empíricas, explicações e implicações teóricas. Estud. psicol. (Natal), Natal, v. 7, n. 2, July 2002 . Disponível em <
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2002000200002&lng=en&nrm=iso>. acesso em 26 Mai. 2012.
PONTES, F. ; MAGALHÃES, C. A transmissão da cultura da brincadeira: algumas possibilidades de investigação. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2003, 16(1), pp. 117-124. Disponível em <
http://www.scielo.br/pdf/%0D/prc/v16n1/16803.pdf> Acesso em 26 mai. 2012.




Acredito que brincar de adulto seria a explicação para alguns casos de adolência prematura, sobretudo quando está relacionado a sexualidade.
ResponderExcluirBoa postagem!
Eis um bom tema para uma postagem posterior: "adolescência prematura" ou "sexualidade prematura" Boa sugestão!
ResponderExcluirObrigado pelo comentário!